Cor, textura, acabamento e geometria participam da leitura dos espaços. Entenda como essas escolhas se relacionam com a luz e orientam a composição dos materiais no projeto.


Foto: Fran Parente

Foto: Dudi Salles

Uma parede revestida por painéis lisos pode ser percebida como um plano contínuo. Com perfis ripados, a mesma área ganha intervalos e pequenas zonas de sombra e em uma tonalidade mais profunda, pode adquirir maior presença na composição.
Essas decisões participam da maneira como a arquitetura é percebida, o desenho da superfície ajuda a destacar volumes, orientar o olhar e estabelecer relações entre os materiais. Para especificar um revestimento, é preciso compreender como sua cor, sua textura e sua geometria irão se comportar naquele conjunto.
Em The Eyes of the Skin, Juhani Pallasmaa escreve que “a arquitetura é fundamentalmente uma arte de relações” (2024, p. 11). Aplicada à escolha dos revestimentos, essa reflexão convida a observar o material em relação à luz, à escala e às demais superfícies do ambiente.
A cor na relação entre os materiais
A escolha de uma tonalidade ganha sentido quando se define o papel que ela terá no projeto. O revestimento deve aproximar elementos, destacar um volume ou estabelecer um ponto de contraste? Essa intenção oferece um critério para construir a paleta.
Nos acabamentos amadeirados, as nuances de cor permitem diferentes aproximações com concreto, pedra, metal e vegetação. Na linha Arkowood, as cores Teka, Golden Teka e Maple apresentam tonalidades quentes e douradas, em intensidades distintas que podem ser exploradas para estabelecer continuidade com outros elementos amadeirados ou para contrastar com superfícies de aparência mineral.
Nogal, Walnut e Ipê oferecem tonalidades mais profundas que ao lado de planos claros, ajudam a evidenciar contornos e o ritmo dos perfis. Em uma fachada, essa relação pode destacar a posição de um brise ou tornar mais legível a repetição dos elementos.
O Branco, Cinza e Preto permitem trabalhar composições de diferentes intensidades, da proximidade entre superfícies ao contraste mais marcado. Já a cor Areia e Antique, acrescentam possibilidades para transições cromáticas mais sutis.

Foto: Christiano Cardoso

Foto: Christiano Cardoso

Foto: Christiano Cardoso
A disponibilidade das cores deve ser consultada para o perfil e a linha escolhidos.*
Cores sólidas e a leitura do relevo
Uma superfície de cor uniforme pode concentrar a atenção no desenho do próprio revestimento. Nos painéis ripados, côncavos ou ondulados, a repetição da geometria e as sombras entre os elementos passam a ter maior participação na composição.
Em acabamentos matte da linha Nordiko, o aspecto fosco permite explorar a cor com menor protagonismo do brilho. A paleta de cores sólidas apresentada pela Arkos reúne neutros e tonalidades de azul, verde, rosa e vinho, abrindo possibilidades para interiores com diferentes intenções cromáticas.
Nos painéis lisos, a cor sólida favorece a leitura contínua do plano, já os perfis com relevo, a mesma tonalidade acompanha saliências e reentrâncias, produzindo uma superfície que se revela conforme a incidência da luz.




Textura e acabamento definem a presença da superfície
Duas amostras de tonalidade semelhante podem apresentar expressões bastante diferentes. O desenho dos veios, a intensidade da textura e o acabamento alteram a leitura do material, especialmente quando observado de perto ou sob iluminação lateral.
No painel lambri ASA EPL, os acabamentos Brushed e Embossing exemplificam essa diferença. O Brushed apresenta aspecto escovado, com marcas lineares mais discreta, já o Embossing traz desenhos de veios em relevo e uma textura mais pronunciada.
A escolha pode partir do protagonismo desejado para o revestimento, uma textura mais evidente pode participar de uma composição em que o material ocupa posição de destaque e um desenho mais discreto pode estabelecer relações mais contidas com superfícies que já apresentam veios ou outras variações visuais.
Essa avaliação também depende da distância de observação. Um detalhe percebido em uma amostra próxima aos olhos pode ter outra leitura quando aplicado em um plano mais amplo ou afastado do observador.
Quando a geometria encontra a luz
Nos interiores, os acabamentos amadeirados e metalizados Nordiko permitem explorar essa relação em diferentes expressões. A aparência amadeirada acrescenta o desenho característico do acabamento à leitura do perfil e os metalizados introduzem reflexos que também participam da percepção do relevo.
E a direção da instalação também deve fazer parte dessa análise. A orientação dos perfis estabelece um ritmo que se relaciona com portas, mobiliário, encontros de paredes e outros elementos do ambiente, quando essas decisões são coordenadas, o revestimento participa do desenho do conjunto com mais precisão.


A iluminação também participa da escolha
A mesma amostra pode apresentar leituras diferentes sob a luz natural e a iluminação artificial prevista para o ambiente. A direção da luz interfere na percepção do relevo, enquanto suas características influenciam a maneira como a cor é observada.
Uma iluminação próxima e lateral tende a evidenciar saliências e reentrâncias, já quando temos uma distribuição de luz mais uniforme, essas diferenças podem se tornar menos marcadas. Por isso, a escolha do revestimento e o projeto luminotécnico precisam ser avaliados em conjunto.
Observar amostras no local de aplicação, próximas aos demais materiais e sob diferentes condições de iluminação, ajuda a conferir essas relações. Essa avaliação permite perceber detalhes que uma fotografia isolada pode não comunicar com a mesma clareza.
Da paleta de materiais ao detalhe de aplicação
Na Arkos, diferentes tonalidades, texturas e geometrias oferecem possibilidades para construir relações. A seleção deve considerar as indicações técnicas de cada solução, sua aplicação e o sistema de instalação previsto.
A superfície participa da expressão da arquitetura por meio dessas escolhas concretas: a tonalidade que aproxima dois materiais, o acabamento que evidencia uma textura e o relevo que se torna visível com a luz.
É na coordenação desses elementos que o revestimento encontra seu papel no projeto.
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